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Homem recebe transplante duplo de mãos após doença rara

Após o procedimento, que durou 12 horas, ele já conseguia mover as mãos

Por: Redação

Um escocês que não podia usar as mãos devido a uma doença rara de pele recebeu uma nova vida após um transplante duplo.

Steven Gallagher, 48 anos, foi diagnosticado com esclerodermia, uma doença autoimune que causa cicatrizes na pele e nos órgãos internos, depois de desenvolver uma erupção cutânea incomum cerca de 13 anos atrás.

transplante de mãos
Crédito: Reprodução/PAHomem passa por transplante duplo de mãos

Áreas como nariz, boca e mãos foram afetadas e, cerca de sete anos atrás, seus dedos começaram a se curvar, causando fortes dores.

Quando um transplante de mãos foi sugerido, Gallagher estranhou. Os médicos detalharam os riscos envolvidos na cirurgia e após muitas conversas e passar por avaliação psicológica, o escocês optou pelo procedimento.

Ele então foi submetido à operação de 12 horas em dezembro de 2021, que envolveu 30 profissionais de várias especialidades.

A equipe que realizou a cirurgia disse que é a primeira vez no mundo que o transplante de mãos foi usado para substituir as mãos afetadas pela esclerodermia.

transplante de mãos
Crédito: Reprodução/PAApós o transplante, ele conseguiu voltar a fazer tarefas cotidianas

“Tudo aconteceu tão rápido. A partir do momento em que acordei da operação, pude movê-las”, disse Steven Gallagher em entrevista à BBC.

Ele disse que a recuperação está avançando aos poucos. “Ainda estou achando as coisas difíceis agora, mas as coisas estão melhorando a cada semana com o fisioterapeuta e os terapeutas ocupacionais, tudo está melhorando lentamente.”

O que é esclerodermia

A esclerodermia, também conhecida como esclerose sistêmica, é um grupo de doenças raras que envolvem o enrijecimento crônico da pele e dos tecidos conjuntivos. Também pode causar problemas nos vasos sanguíneos, órgãos internos e trato digestivo.

De acordo com a Mayo Clinic, as primeiras partes do corpo a serem afetadas geralmente são os dedos, mãos, pés e rosto. Em algumas pessoas, o espessamento da pele também pode envolver os antebraços, braços, tórax, abdômen, pernas e coxas.

Embora não haja cura para a esclerodermia, os tratamentos podem aliviar os sintomas, retardar a progressão e melhorar a qualidade de vida.

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