Olalla Álvarez, especialista em dermoestética, sobre Caroline de Mônaco: “Aos 70 anos, uma pessoa pode ter rugas, manchas ou certa flacidez”
Hidratação, viço e tom uniforme dizem mais sobre a saúde da pele do que a falta de linhas no rosto
Rugas aos 70 anos não são sinal de pele descuidada. Foi o que a especialista em medicina estética e cosmética Olalla Álvarez disse ao comentar a aparência de Caroline de Mônaco: “Aos 70 anos, uma pessoa pode ter rugas, manchas ou certa flacidez e ainda assim conservar uma pele saudável e bem cuidada”.
A fala foi dada à revista espanhola Lecturas e repercutida pela francesa Grazia. Segundo a publicação, a filha mais velha de Grace Kelly e do príncipe Rainier III tem 69 anos, está perto dos 70 e há anos aposta na simplicidade: cabelo grisalho assumido, maquiagem discreta ou nenhuma.

Envelhecer com rugas não é o mesmo que ter a pele maltratada
Para a especialista, o caso da princesa lembra uma distinção que costuma se perder nas conversas sobre beleza. Com o tempo, o corpo produz menos colágeno e elastina, a pele fica mais fina, menos elástica e mais seca. Nas mulheres, a menopausa acentua parte dessas mudanças. Tudo isso é natural.
A qualidade da pele, segundo ela, se mede por outros sinais: hidratação, luminosidade, uniformidade do tom e textura. É por isso que um rosto com linhas de expressão pode parecer mais saudável do que um rosto liso, mas opaco e ressecado.
O que os cosméticos deveriam buscar depois dos 60?
Olalla Álvarez defende que o objetivo da cosmética e da medicina estética não precisa ser apagar todos os sinais da idade, e sim permitir que a pele envelheça nas melhores condições possíveis. A ideia não é que uma pele de 70 anos pareça ter 30, mas que esteja no melhor estado possível para a idade que tem. É um olhar parecido com o de Vera Fischer, que aos 74 anos diz não querer voltar a ter 30, e sim viver bem os seus 74.
Na prática, isso muda a pergunta diante da prateleira. Em vez de procurar o creme que promete tirar dez anos do rosto, a pessoa passa a escolher o que protege, hidrata e respeita a barreira da pele.
Os três produtos que a especialista considera essenciais
A rotina recomendada é simples e constante. Os três itens que ela aponta como mais importantes são:
- protetor solar com FPS 50 ou mais e amplo espectro;
- um creme hidratante reparador;
- um retinoide adaptado à tolerância da pele.
Pela manhã, ela sugere ainda um antioxidante, como a vitamina C, para dar viço e uniformizar o tom. À noite, limpeza suave e creme reparador. A Academia Americana de Dermatologia lembra que o filtro de amplo espectro protege contra os raios UVA e UVB e ajuda a prevenir sinais precoces de envelhecimento. No sol forte do Brasil, o protetor diário faz ainda mais diferença. Retinoides podem irritar, por isso a escolha e a dose devem ser orientadas por um dermatologista.
Os exageros que fragilizam a pele madura
A especialista alerta para três excessos: esfoliação demais, sabonetes agressivos e o acúmulo de ativos, que podem enfraquecer ainda mais uma pele madura. Mais produtos não significam mais resultado. Na pele que já está mais fina, menos costuma ser mais.
Maquiagem leve também conta
Na maquiagem, a recomendação é adaptar as texturas. Bases muito cobertas ou muito matificantes podem marcar as linhas finas, enquanto fórmulas leves e luminosas costumam favorecer, a mesma lógica dos maquiadores que explicam por que o pó compacto em todo o rosto pode destacar a textura da pele madura.
A lição de Caroline de Mônaco cabe em qualquer rotina: protetor todos os dias, hidratação, um ativo bem escolhido com orientação médica e menos pressa para apagar o que é da idade.