Psoríase: conheça os sinais e tratamentos da doença

Os sintomas desaparecem e reaparecem periodicamente e o quadro pode ser agravado por estresse

Por: Redação
cotovelo vermelho e com descamação
Crédito: PositiveFocus/istockVermelhidão, coceira e descamação são sinais de psoríase

A psoríase é uma doença crônica que está sujeita a melhoras e recaídas, mas que não tem cura. Carateriza-se por manchas rosas ou avermelhadas, cobertas por escamas esbranquiçadas. A doença não contagiosa e atinge homens e mulheres, em qualquer idade, podendo ocorrer desde formas localizadas e discretas, até formas muito severas que acometem grande área da superfície corporal.

Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, a psoríase causa lesões arredondadas, vermelhas e descamativas, que muitas vezes geram preconceito e diminuem a qualidade de vida dos pacientes acometidos. “O paciente pode perceber aquela casca no couro cabeludo que nunca melhora ou manchas vermelhas descamativas nos cotovelos e joelhos ou uma micose na unha do pé que nunca sara. Essas manchas vermelhas normalmente causam coceira e desconforto”, explica Gabriella Albuquerque, membro da SBD do Rio de Janeiro.

Tipos e sintomas de psoríase

mulher com psoríase na nuca
Crédito: IstockAs lesões e descamação da psoríase aparecem em várias partes do corpo

Existem muitos tipos de psoríase, um incômodo que afeta aproximadamente 1,5% da população brasileira. Confira a seguir os tipos e sintomas:

– Psoríase Vulgar: lesões de tamanhos variados, delimitadas e avermelhadas, com escamas secas, aderentes, prateadas ou acinzentadas que surgem no couro cabeludo, joelhos e cotovelos;
– Psoríase Invertida: lesões mais úmidas, localizadas em áreas de dobras como couro cabeludo, joelhos e cotovelos;
– Psoríase Gutata: pequenas lesões localizadas, em forma de gotas, associadas a processos infecciosos. Geralmente, aparecem no tronco, braços e coxas (bem próximas aos ombros e quadril) e ocorrem com maior freqüência em crianças e adultos jovens;
– Psoríase Eritrodérmica: lesões generalizadas em 75% ou mais do corpo;
– Psoríase Ungueal: surgem depressões puntiformes ou manchas amareladas principalmente nas unhas das mãos;
– Psoríase Artropática: em cerca de 8% dos casos, pode estar associada a comprometimento articular. Surge de repente com dor nas pontas dos dedos das mãos e dos pés ou nas grandes articulações como a do joelho;
– Psoríase Pustulosa: aparecem lesões com pus nos pés e nas mãos (forma localizada) ou espalhadas pelo corpo;
– Psoríase Palmo-Plantar: as lesões aparecem como fissuras nas palmas das mãos e também nas solas dos pés.

Tratamento

Não há cura para a psoríase, mas é possível gerenciar os sintomas com medicamentos. O SUS (Sistema Único de Saúde) tem tratamento gratuito para pessoas com psoríase. São oito tipos de fármacos específicos para a doença. Ao receber o diagnóstico e a prescrição do medicamento, é possível retirá-lo sem custo nas farmácias do SUS ou postos de saúde. Para isso, é preciso levar:

  •         Cópia do Cartão Nacional de Saúde;
  •         Cópia do documento de identidade (RG) + original;
  •         Cópia do comprovante de residência;
  •         LME (laudo de solicitação de medicamentos) preenchida pelo seu médico;
  •         Termo de Esclarecimento e Responsabilidade assinado e verificar se há algum outro procedimento (como exames) necessário a ser realizado de acordo com a particularidade de cada Estado.

Cada caso pede um tratamento específico. Por isso, é fundamental a orientação de um profissional de saúde. Como complemento ao tratamento, é indicado de 15 a 20 minutos de sol por dia. O paciente também deve manter a pele sempre hidratada.

A Dra. Claudia Maia, da Sociedade Brasileira de Dermatologia, esclarece sobre os tipos de tratamento existentes, além da medicação oral. Assista no vídeo abaixo:

Causas de psoríase

A causa da psoríase não é totalmente compreendida, mas se sabe que fatores genéticos, imunológicos, ambientais e psicológicos estão associados. O estresse também é um fator que piora a doença.“O portador normalmente tem uma pré-disposição genética, mas o fumo, álcool, sedentarismo e estresse podem ajudar a desencadear o problema”, afirma a dermatologista Gabriella Albuquerque.

Também acredita-se que a doença esteja relacionada a um problema no sistema imunológico com células T e outros glóbulos brancos, chamados neutrófilos.

As células T normalmente viajam pelo corpo para se defender de substâncias estranhas, como vírus ou bactérias, mas em quem tem psoríase, as células T atacam células saudáveis ​​da pele por engano, como se quisesse curar uma ferida ou combater uma infecção.

Células T hiperativas também desencadeiam o aumento da produção de células saudáveis ​​da pele, outras células T e outros glóbulos brancos, especialmente neutrófilos. Estes viajam para a pele causando vermelhidão e, às vezes, pus em lesões pustulosas. Vasos sanguíneos dilatados nas áreas afetadas pela psoríase criam calor e vermelhidão nas lesões da pele.

O processo torna-se um ciclo contínuo no qual novas células da pele se movem para a camada mais externa da pele muito rapidamente. As células da pele se acumulam em manchas espessas e escamosas na superfície da pele, continuando até o tratamento interromper o ciclo.

O que causa o mau funcionamento das células T em pessoas com psoríase não é totalmente claro. Os pesquisadores acreditam que tanto a genética quanto os fatores ambientais desempenham um papel.

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