A aldeia de 115 habitantes está procurando novos moradores: oferece casa, trabalho e uma nova vida nas montanhas
O programa de repovoamento pretendia criar condições para que jovens permanecessem na aldeia por vários anos.
Santo Stefano di Sessanio, na região italiana de Abruzzo, ficou conhecida por um projeto criado para atrair novos moradores e combater o esvaziamento populacional. A iniciativa previa aluguel simbólico, auxílio financeiro e incentivo para abrir pequenos negócios em uma aldeia medieval cercada pelas montanhas dos Apeninos. O anúncio, porém, foi lançado em 2020 e não deve ser interpretado como uma seleção permanentemente aberta.

Onde fica Santo Stefano di Sessanio?
A aldeia pertence à província de L’Aquila e fica dentro do Parque Nacional Gran Sasso e Monti della Laga, a aproximadamente 1.250 metros de altitude. Ruas estreitas, construções de pedra e paisagens montanhosas fazem parte do cenário de Santo Stefano di Sessanio, considerado um dos vilarejos históricos mais preservados de Abruzzo.
O que o projeto oferecia aos novos moradores?
O programa de repovoamento pretendia criar condições para que jovens permanecessem na aldeia por vários anos. A proposta não consistia apenas em entregar uma casa. O objetivo era combinar moradia acessível, renda temporária e recursos para atividades capazes de movimentar a economia local.
- Moradia disponibilizada mediante aluguel por valor simbólico;
- Auxílio de até 8 mil euros por ano durante três anos;
- Contribuição única de até 20 mil euros para abrir um negócio;
- Apoio à instalação de serviços considerados necessários para a comunidade.
Somados, os benefícios poderiam alcançar 44 mil euros. O valor máximo dependia do cumprimento das condições e da aprovação do projeto empresarial. A iniciativa não garantia um emprego pronto, mas oferecia apoio para que o novo residente criasse sua própria fonte de renda na vila.
Confira a seguir o vídeo do canal Viaggia Con Wallaece mostrando a cidade de Santo Stefano di Sessanio:
Quem podia participar da seleção?
A proposta buscava pessoas jovens, legalmente autorizadas a residir na Itália e dispostas a transferir sua vida para Santo Stefano di Sessanio. Os principais critérios apresentados no levantamento inicial eram:
- Ter entre 18 e 40 anos;
- Não morar anteriormente no município;
- Ser cidadão italiano, cidadão da União Europeia ou possuir autorização de residência permanente;
- Manter residência na aldeia por pelo menos cinco anos;
- Abrir uma atividade empresarial considerada útil para o desenvolvimento local.

O programa de repovoamento pretendia criar condições para que jovens permanecessem na aldeia por vários anos. - Imagem gerada por IA
Que tipos de trabalho eram procurados na aldeia?
As oportunidades estavam ligadas principalmente ao turismo, à manutenção dos imóveis e à produção regional. Entre as atividades mencionadas apareciam serviços de guia turístico, limpeza, pequenos reparos, comércio de itens básicos e promoção de alimentos tradicionais de Abruzzo.
A agricultura de montanha também ocupa espaço na economia de Santo Stefano di Sessanio. A região é conhecida pelo cultivo de lentilhas, batatas e outros produtos adaptados ao clima dos Apeninos. Hospedagens rurais, artesanato, gastronomia e passeios pelo Gran Sasso completam as possibilidades de negócio relacionadas ao fluxo de visitantes.
O que considerar antes de mudar para uma vila nas montanhas?
Viver em Santo Stefano di Sessanio significa trocar a infraestrutura de uma cidade grande por uma rotina em uma comunidade pequena e localizada em altitude elevada. O inverno pode trazer frio intenso e neve, enquanto hospitais, supermercados maiores e serviços especializados exigem deslocamentos até outros municípios da província de L’Aquila.
Também é importante confirmar se existe algum edital atualizado antes de organizar a mudança, pois o projeto divulgado teve caráter exploratório e prazo inicial em 2020. A experiência mostra como moradia acessível, incentivo ao empreendedorismo e preservação do patrimônio podem ser usados para enfrentar o despovoamento de aldeias históricas nas montanhas italianas.