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A aventura de colher lúpulo na Patagônia argentina

O @entaovah se joga em um glamping no fim do mundo para participar da colheita de lúpulo para produção de cerveja

Hoje o Entaovah vai rumo a Patagônia. O esquema é colher lúpulo no fim do mundo e participar da primeira colheita de lúpulo do ano da Cerveza Patagonia e com isso vamos ajudar a fazer a primeira produção do ano dessa cerveja deliciosa.

Crédito: @entaovahEste é o famoso lúpulo

Não consigo enxergar maneira melhor de curar a ressaca do Carnaval paulistano do que tomando cerveja no fim do mundo. Realmente estava muito animada e não via a hora da aventura começar.

A brassagem é o processo todo da produção da cerveja e aí em cima rolou uma síntese do que nos espera!

Mosturação

A Patagônia sempre foi um dos meus sonhos de viagem, mas eu não imaginava que não seria para as famosas geleiras e sim para uma fazenda em Neuquén, na Patagônia argentina.

Crédito: @entaovahFazenda de lúpulo em Neuquén, na Patagônia argentina

Nos encontramos no aeroporto de Guarulhos com destino a Buenos Aires, onde passaríamos a noite. Era hora de conhecer a turma que passaria os próximos dias com o Entaovah nesse sonho, que eu nem sabia que tinha. Tenho sorte com grupos e dessa vez não foi diferente, pessoas reais dispostas a se relacionar e trocar experiências.

A mosturação é o momento em que se mistura o malte, previamente moído com água quente e na nossa viagem foi o momento em que misturamos o mundo das viagens com o mundo da cerveja.

A fervura

Chegando em Buenos Aires um transfer esperava a comitiva brasileira para colheita de lúpulo na Patagônia para nos levar direto pro hotel que ficava na Recoleta. Não tínhamos muito tempo, já que queríamos curtir um pouco da noite portenha.

Fomos para o Refugio Patagonia, um bar que a própria cervejaria tem em alguns lugares da América do Sul. O bar segue a ideia de vivenciar por completo a cerveja como se você estivesse na Patagônia. Rústico e tudo muito bem feito para harmonizar a experiência toda. Com o conceito Fuego e Cerveza tudo que sai do fogo (da cozinha) vai muito bem com cada uma das cervejas!

Crédito: @entaovahRefúgio Patagonia em Buanos Aires

Cada um fez a sua escolha. Eu fui de Patagonia Weisse, uma cerveja com trigo, laranja e coentro, refrescante e frutada, de fácil apreciação e muito consumida. Amber Lager na sequência, que é um clássico com um sabor mais adocicado e boa de espuma. Pedimos também empanadas e pizza para acompanhar o papo cheio de lúpulo.

Crédito: @entaovahRefúgio Patagonia em Buenos Aires

Com muita sintonia a gente se divertiu a valer e a máxima uma é pouco, duas é bom, mas três talvez fosse demais serviu muito bem, afinal levantaríamos cedo para ir ao fim do mundo. 4:50 da manhã seria meu horário para seguir ao aeroporto, que tem uma vista linda para o nascer do sol.

A fervura é o momento em que se adiciona o lúpulo, que dará aroma, sabor e amargor à cerveja, para nós não foi diferente. Adicionamos à viagem, cerveja e sabor enquanto nos conhecíamos!

Fermentação

Chegamos no nosso destino, Neuquén, a cidade mais importante da Patagônia. De lá saía nosso ônibus para o paraíso cervejeiro e onde começamos a ver quem mais nos acompanharia nessa aventura. Argentinos, Uruguaios e Paraguaios também embarcavam com nossa turma, já ansiosa pelo que estava por vir.

Uma hora e meia de estrada e chegamos na Chacra Fernandez Oro, onde está a plantação do lúpulo da Cerveza Patagonia e onde se produz a cerveja. Nossa colheita aconteceria ali.

Crédito: @entaovahChacra Fernandez Oro

Tudo preparado de uma maneira muito linda e muito receptiva com uma mesa generosa de um café da manhã delicioso! Tivemos tempo para dar uma relaxada da viagem e para explorar esse cantinho que seria nossa base por aquele dia e pelo próximo.

Crédito: @entaovahCafá da manhã

Mesa de pebolim e de ping pong, cenário de altas disputas com um ambiente perfeito para a torcida. Redário virado para a plantação de lúpulo, para poder admirar o perfeito fim do mundo.

Fomos apresentados ao nosso glamping, um conceito novo de acampamento com conforto. Nossas cabanas eram no meio da plantação de lúpulo experimental, com um baita visual.

A sensação de ter uma experiência única é indescritível e me sentia grata por estar ali.

Crédito: @entaovahBarraca

Recebemos presentinhos úteis e sustentáveis, que tinham tudo a ver com o ambiente que estávamos, já que eles se preocupam com o impacto da produção no meio ambiente.

Já adaptados ao nosso novo habitat, fomos fazer uma degustação de cerveja enquanto aprendíamos com a Sol Cravello, uma sommelière e cicerone, como analisar as nuances do sabor, cor e intensidade da cerveja. A escolhida foi a Hop Selection, uma Pale Ale deliciosa.

Crédito: @entaovahDegustação

Muito massa conhecer melhor o lúpulo, poder pegar, abrir e cheirar a planta, responsável pela bebida preferida do brasileiro.

Degustação OK, aulinha OK, é hora de beber pro desespero do seu ex (risos). Assim fizemos naquele calor dos impressionantes 36 graus da Patagônia. Com quase todos os rótulos da Cerveza Patagonia disponíveis, nos jogamos em todos os sabores aproveitando para experimentar os que não temos no Brasil, como a Hoppy Lagger e a Fernández IPA.

Crédito: @entaovahCerveja Patagônia

Uma mesa de queijos e embutidos real oficial entrou na cena e mostrou a qualidade de tudo que estava por vir.

O almoço nos esperava em uma mesa compartilhada toda branca em um jardim todo verde para uma experiência autêntica de uma parrilla patagônica. O cerdo no fogo de chão para ninguém botar defeito em um visual perfeito regado a muita cerveja.

Crédito: @entaovahFogo de chão

Seguimos por algumas horas deitados em sombra, tomando mais cerveja (com moderação) para nos recuperar do almoço e nos preparar para a esperada colheita de lúpulo no fim do mundo, em sintonia e impressionados com o que estávamos vivendo.

O próximo passo era a colheita, que começou por volta das cinco da tarde, com o sol já mais baixo e a temperatura mais amena, claro, que com todos os equipamentos de segurança.

Crédito: @entaovahColheita do lúpulo

O lúpulo é uma planta trepadeira que cresce muito rápido, em aproximadamente dois ou três meses. A plantação é estruturadas com cordas verticais, que são cortadas pelos heróis da cerveja que caem para dentro do caminhão, formando uma montanha de lúpulo que para mim era mesmo uma piscina de lúpulo. Não pensei duas vezes e me joguei nessa piscina que seria transformada em aproximadamente 50 mil litros de cerveja.

Crédito: @entaovahMe jogando

Dali fomos para a fábrica que transforma a planta no líquido mágico aprender mais ainda, dessa vez sobre como o processo é feito, tudo com muito cuidado. Soltar o lúpulo dos galhos, secar, retirar a lupulina e por aí vai. Não podemos esquecer quão bonita é essa planta, deixando todos os processos lindões!

Crédito: @entaovahProdução

Hora de voltar pra casa, tomar banho e esperar as surpresas que estavam por vir.

A fermentação é o processo mais longo da produção cervejeira onde o açúcar se transforma em álcool. Com nosso grupo não foi diferente, já sentíamos os efeitos etílicos no nosso corpinho e estávamos gostando!

Maturação

Rolou um pôr do sol surreal. Já havia ouvido muito a respeito do céu da Patagônia e como o fim do mundo pode ter cores absurdas e mesmo assim fui surpreendida com o que via. Para o espetáculo pedi uma KM 24.7, mais forte (achei que combinava com o momento) e parei tudo para gravar bem aquele cenário na minha mente.

Crédito: @entaovahPor do sol no fim do mundo

Céu transformado de cores fortes de amarelo, que passou por roxo até chegar no preto com estrelas de cair o queixo.

Fomos descobrir onde seria nosso jantar. Um dos pontos altos foi achar mais uma vez a mesa grande e compartilhada no meio da plantação de lúpulo, extremamente bem feita que fez parecer um sonho. Uma costela em uma cama de batata baroa e vegetais com a estrela da viagem, cerveja a vontade. Sabores, sensações e pessoas que beiram o indescritível.

Crédito: Rafael AlmeidaBrinde jantar

Feito com tempo para nos conectarmos com a energia das pessoas e com a energia do fim do mundo, sentados literalmente encostadinhos no lúpulo.

Saindo dali, uma fogueira com um show voz e violão nos esperava e a situação toda só melhorava. A noite foi uma delícia, com todos los hermanos se divertindo e cantando no karaokê que entrou no fim do show, a finaleira foi com música brasileira.

Crédito: @entaovahFesta para encerrar a viagem

Tempos de maturação da cerveja e de teste de maturidade da turma envolta a cerveja e festa!

Voltar para a barraca, se aquecer e torcer para não querer fazer todo o xixi no meio da madrugada. Não deu outra, no meio da noite tive que sair e quando voltei, sem óculos, não tinha a menor ideia de qual era minha barraca. Quase entrei na do vizinho e rezei para acharem que era um pesadelo.

Envase

Cada um acordando no seu tempo e descobrindo um café da manhã na frente da barraca, que nos permitia um pãozinho com manteiga e geleia, frutas, café e o tradicional mate que surgiu como em um passe de mágica.

Crédito: @entaovahCafé da manhã

Roda de conversa em frente as barracas, mais café para recarregar as energias e ter tempo de se perder no meio da plantação. Meditar, praticar yoga e ter a certeza da felicidade que corria no corpo, podendo correr literalmente no meio do lúpulo.

Crédito: @entaovahRoda de conversa

Descansar com os novos amigos e assistir um documentário de aventura do 100limites filmes seguido por uma baita disputa de ping pong. Entender a força e o espaço que às mulheres tem como mestres cervejeiras com a Fe Meybom e com a Rafa De Conti. Entender mais do mundo da cerveja com o Richard Brighent, Daniel Wolff, Silvio Carnevale e Gustavo Renha. Os meninos Rafael Almeida, Felipe Ghiotto, Guilherme Almeida e Nilson kalili da Cerveza Patagonia além dos apaixonados por cerveja Diogo e Nicolli.

Crédito: @entaovahTurma @entaovah

Eu aprendi muito e descobri um mundo que agora me sinto parte. Esse time fez da minha viagem inesquecível e fica aqui meu MUITO obrigada.

Um dia impressionante consiste em acordar, comer, descansar, beber, descansar e comer de novo!

O almoço veio forte, com empanadas, tostada de avocado, sanduíche de pernil e de salmão defumado entre outras delícias. A bebida principal e mais desejada seguia sendo a cerveja!

Crédito: @entaovahCerveja

Infelizmente a experiência ia chegando ao fim, com abraços, beijinhos e brindes ao encontro no fim do mundo!

O próximo passo seria para Buenos Aires onde passaríamos a última noite.

O processo de envase passa por filtro e pasteurização para a cerveja ir para a garrafa, no nosso caso era o processo de comer, descansar e ir para o ônibus.

Levando a cerveja para a casa

Chegando em Buenos, estávamos cansados apesar de felizes e para seguir o ritmo, com fome de novo. Fomos no El Mangrullo Cocina Y Fuegos e nos esbaldamos em vinhos, cortes diferentes de carne, morcilla, salada e batatas tudo com chimichurri.

Crédito: @entaovahJantar em Buenos Aires

Um ótimo jeito de terminar o sonho, já com saudades do paraíso cervejeiro.

Levar a cerveja para casa, o significado é literal. Para nós, era pegar nossa experiência inesquecível, guardar na alma e levar para casa!!!

Já foi colher lúpulo no fim do mundo? Entaovah!

Aqui, você encontra matérias onde conto outras aventuras!

Em parceria com entaovah

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