Hotel no centro histórico é ponto de partida para conhecer Manaus

Juma Ópera fica no centro histórico da capital amazonense e permite explorar a pé monumentos, museus, mercados e espaços culturais

Manaus costuma aparecer nos roteiros pela Amazônia como ponto de partida para experiências na floresta, mas a capital do Amazonas concentra também um patrimônio histórico que pode ser explorado antes ou depois dos passeios pela região.

No centro da cidade estão construções, museus, mercados e espaços culturais que ajudam a contar a história de um período de crescimento econômico marcado pelo ciclo da borracha.

Teatro Amazonas é um dos cartões-postais de Manaus
Teatro Amazonas é um dos cartões-postais de Manaus - Cristian Lourenço/iStock

É nessa área que está o Juma Ópera Hotel, instalado em frente ao Teatro Amazonas, na Rua 10 de Julho. O hotel ocupa casarões históricos e tem 41 acomodações, além de restaurante, academia e piscina na cobertura. Parte da construção é tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

A localização permite fazer boa parte do roteiro cultural a pé. O Teatro Amazonas, o Palácio da Justiça, a Igreja de São Sebastião e o Largo de São Sebastião ficam no entorno da hospedagem. A área concentra edifícios do fim do século 19 e do início do século 20, período em que Manaus passou por transformações urbanas associadas à economia da borracha.

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Entre o teatro e os casarões históricos

O Teatro Amazonas é um dos pontos centrais desse percurso. Inaugurado em 1896, durante o ciclo da borracha, o edifício reúne elementos arquitetônicos e artísticos associados ao período em que Manaus buscava se aproximar dos padrões culturais europeus. A cúpula, revestida por peças de cerâmica nas cores da bandeira brasileira, tornou-se um dos símbolos da cidade.

Da piscina do Juma Ópera é possível contemplar o Teatro Amazonas
Da piscina do Juma Ópera é possível contemplar o Teatro Amazonas - Divulgação

Em frente ao teatro, o próprio Juma Ópera faz parte desse conjunto arquitetônico. O casarão principal do hotel é do século 19 e passou por um processo de recuperação antes de ser incorporado à hospedagem. Segundo o hotel, o imóvel tombado pelo Iphan recebeu, no início do século 20, o então presidente americano Theodore Roosevelt, durante sua expedição à Amazônia com o Marechal Rondon.

Ao lado do teatro está o Palácio da Justiça, construído no período de expansão econômica da cidade. O edifício preserva elementos de sua arquitetura original e recebe visitas que apresentam parte da história do Judiciário amazonense. Na mesma região está o Centro Cultural Palácio Rio Negro, antiga residência oficial dos governadores do Amazonas, hoje utilizada para exposições e atividades culturais.

Mercado Adolpho Lisboa é passeio imperdível para fazer em Manaus (AM)
Mercado Adolpho Lisboa é passeio imperdível para fazer em Manaus (AM) - elleon/iStock

O percurso pode continuar pelo Largo de São Sebastião, praça que concentra casarões históricos, restaurantes, cafés e espaços culturais. É também um ponto de circulação de moradores e visitantes e funciona como extensão do próprio entorno do Teatro Amazonas.

A poucos minutos de caminhada está ainda o Mercado Municipal Adolpho Lisboa. Construído em estrutura de ferro inspirada em mercados europeus, o espaço reúne bancas de peixes amazônicos, frutas, ervas, especiarias, artesanato e outros produtos associados à alimentação e aos costumes da região.

Museus ajudam a contar a história de Manaus

Outra parada possível é o Museu da Cidade de Manaus (MUMA), instalado no Paço da Liberdade. As exposições apresentam diferentes momentos da formação da capital, passando por aspectos da vida urbana, da economia e da sociedade.

Já o Museu da Amazônia (MUSA) propõe outro tipo de percurso. Instalado em uma área de floresta preservada, reúne trilhas, coleções relacionadas à biodiversidade amazônica, viveiros e uma torre de observação. A visita aproxima o roteiro urbano da paisagem natural que marca a identidade de Manaus.

Museu da Amazônia (MUSA) ocupa 100 hectares da Reserva Florestal Adolpho Ducke, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia – INPA, em Manaus
Museu da Amazônia (MUSA) ocupa 100 hectares da Reserva Florestal Adolpho Ducke, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia – INPA, em Manaus - Divulgação

Para os hóspedes que querem conhecer a história do centro acompanhados de um guia, o Juma Ópera oferece o Tour Histórico no Quadrado Cultural. O passeio percorre alguns dos principais pontos da região, entre eles o Teatro Amazonas, o Palácio da Justiça, o Monumento da Abertura dos Portos, a Galeria Amazônia e a Livraria Valer.

O tour dura aproximadamente três a quatro horas e é realizado na área central de Manaus. A atividade é cobrada à parte, com valor de cerca de R$ 400, e depende de disponibilidade. A contratação é feita por meio do atendimento de reservas do hotel em São Paulo.

Hospedagem diante do Teatro Amazonas

A relação do Juma Ópera com o centro histórico não se limita à localização. O projeto do hotel foi concebido pelo arquiteto Roberto Vinograd para dialogar com as construções históricas da praça, enquanto a decoração ficou a cargo da arquiteta Débora Aguiar.

A maior parte das acomodações tem vista para o Teatro Amazonas. Na cobertura, a piscina permite observar também o Palácio da Justiça e a Igreja de São Sebastião, enquanto o restaurante ocupa uma estrutura com cúpula de ferro e vidro voltada para o teatro.

Interior de um dos quartos do hotel Juma Ópera, em Manaus
Interior de um dos quartos do hotel Juma Ópera, em Manaus - Divulgação

A gastronomia do hotel também incorpora ingredientes da região. O Restaurante Ópera trabalha com cozinha regional e internacional e funciona tanto para hóspedes quanto para visitantes. O espaço fica diante do Teatro Amazonas e mantém a construção como referência visual durante as refeições.

Assim, a hospedagem permite organizar o roteiro de Manaus a partir do próprio centro histórico, com atrações culturais concentradas no entorno e outras experiências da cidade acessíveis a partir dali. O endereço também pode servir como base para quem combina a passagem pela capital com passeios pela floresta e outras áreas da Amazônia.