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7 motivos para desconfiar de Jair Bolsonaro

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Por: Redação | Comunicar erro
Jair Bolsonaro é um dos pré-candidatos à Presidência em 2018

O deputado federal Jair Bolsonaro (PSL), é um dos candidatos à Presidência e mantém seu posicionamento político controverso e suas declarações machistas, racistas, homofóbicas e que violam os direitos humanos. Alguns acabam na Justiça: hoje, ele será julgado no STF sobre seus comentários em relação aos quilombolas, considerados racistas pela Procuradoria-Geral da República.

Listamos 7 motivos para você repensar o voto em Bolsonaro nas eleições. Veja abaixo:

1- Machismo

O primeiro item da lista já apareceu em inúmeras ocasiões na vida do político: o machismo. Em 2014, Bolsonaro disse no plenário da Câmara que não estupraria a deputada Maria do Rosário (PT-RS) “porque ela não merece”. Um ano depois, ele foi condenado a pagar indenização de R$ 10 mil por danos morais à deputada.

Em 2017, o político causou polêmica com mais uma fala machista. Durante uma palestra na sede do Clube Hebraica, no Rio de Janeiro, ele declarou: “Eu tenho cinco filhos. Foram quatro homens, a quinta eu dei uma fraquejada e veio uma mulher”, afirmou.

2- Racismo

Em um evento no ano passado, Bolsonaro soltou declarações de cunho racista contra quilombolas, mas não saiu impune. “Eu fui num quilombo. O afrodescendente mais leve lá pesava sete arrobas. Não fazem nada. Eu acho que nem para procriador ele serve mais. Mais de R$ 1 bilhão por ano é gasto com eles”, disse na época.

Após o caso, o Ministério Público Federal processou o deputado, pois, segundo o órgão, a fala “ofendeu e depreciou a população negra e os indivíduos pertencentes às comunidades quilombolas, bem como incitou a discriminação contra esses povos”.

3- Homofobia

O deputado também deu declarações homofóbicas. Em entrevistas de 2014, chegou a dizer que os gays eram “fruto do consumo de drogas” e que “ter filho gay é falta de porrada”. Assista:

Já em um evento na Associação de Cabos e Soldados de Pernambuco, em Recife, o deputado federal teve sua homofobia questionada pelo repórter Marcos Oliveira, do site NE10, em entrevista coletiva. Ao perguntar “Jair Bolsonaro, o senhor é homofóbico?”, o parlamentar ironizou o jornalista, riu, e rebateu: “Se fosse, não estaria dando entrevista para você agora”.

4- Apoia tortura

Numa entrevista à Band em 1999, ele afirmou: “Eu sou favorável à tortura e o povo é favorável a isso também”. E emendou que era necessário “fazer o trabalho que o regime militar não fez, matando uns 30 mil”.

Além disso, durante a votação da abertura do processo de impeachment contra a ex-presidente Dilma Rousseff, Bolsonaro dedicou seu voto “à memória do coronel, o pavor de Dilma Rousseff”, uma homenagem ao coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, o primeiro militar brasileiro a responder por um processo de tortura durante a ditadura militar.

O parlamentar ainda completou sua fala: “Perderam em 64. Perderam agora em 2016”, em uma clara referência à esquerda brasileira.

5- Sonega impostos

Na mesma entrevista à Band, em 1999, o deputado se orgulhou de sonegar impostos e estimulou os telespectadores a fazerem o mesmo. “Conselho meu e eu faço. Eu sonego tudo que for possível”, afirma. Depois, diz que a democracia é uma “porcaria” e conta o que faria se chegasse ao poder: “Daria golpe no mesmo dia. Não funciona”. Veja:

6- Desconhece economia

Em entrevista à jornalista Mariana Godoy, da RedeTV!, no ano passado, ele admitiu que não entende de economia e disse ver um “exagero” em cobrar esse tipo de coisa de um presidenciável.

Quando um telespectador perguntou ao pré-candidato sobre o “tripé macroeconômico”, formado por câmbio flutuante e metas de inflação e fiscal, ele saiu pela tangente: “Quem vai falar de economia por mim é minha equipe econômica do futuro”.

Confira:

7- Emprega funcionária-fantasma

O último e mais atual motivo foi divulgado em reportagem da “Folha de S.Paulo” nesta quinta-feira, dia 11. De acordo com o jornal, Bolsonaro usa verba da Câmara para empregar uma vizinha em um distrito a 50 km do centro de Angra dos Reis (RJ).

A “servidora-fantasma” trabalha em um comércio de açaí na mesma rua onde fica a casa do deputado, na Vila Histórica de Mambucaba. Segundo moradores da região, a mulher, conhecida como Wal, também presta serviços particulares na casa de Bolsonaro, mas tem como principal trabalho o estabelecimento “Wal Açaí”.

O deputado nega que ela seja funcionária-fantasma.

Editorial: Jair Bolsonaro, nosso não candidato

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