Bisavô começa a praticar kitesurfe aos 67 anos, continua enfrentando ondas duas décadas depois e aos 87 conquista recorde mundial ao lado da paixão compartilhada com filho e neta

Norte-americano de 87 anos conquistou reconhecimento como praticante mais velho de kitesurfe após começar a modalidade aos 67.

Pessoas na praia se surpreendem quando Rick Brackins prepara a prancha e a pipa para entrar no mar. Aos 87 anos, o bisavô norte-americano recebeu um reconhecimento de praticante masculino mais velho de kitesurfe, modalidade que começou a experimentar numa viagem aos 67. O feito não foi o ponto de partida de uma vida inteira como atleta: surgiu após quase duas décadas de prática e passou a ser uma atividade compartilhada com filho e neta.

Esporte passou a fazer parte de momentos compartilhados com filho e neta.
Esporte passou a fazer parte de momentos compartilhados com filho e neta.Imagem gerada por inteligência artificial

Onde começou essa história?

Em 2006, Rick observou praticantes de kitesurfe em Cabarete, na República Dominicana, e decidiu tentar. A modalidade usa uma pipa para aproveitar a força do vento enquanto a pessoa desliza numa prancha sobre a água. Aprender exige orientação sobre vento, equipamento, direção e retorno seguro à praia. A curiosidade de férias se transformou em prática mantida ao longo dos anos. Aprender a controlar a pipa exige entender a janela de vento, a área onde a força pode aumentar rapidamente. Escolas especializadas costumam ensinar regras de segurança antes de colocar um iniciante sobre a prancha. Rick já havia acumulado prática ao longo de quase duas décadas quando recebeu o reconhecimento, e uma filmagem de poucos minutos não mostra esse trabalho. Seu exemplo inspira curiosidade sem transformar o mar num ambiente isento de risco.

Na época, ele tinha aproximadamente 67 anos. Essa informação muda o sentido do recorde: não se trata de alguém que apenas preservou desde a juventude uma habilidade antiga. Rick incorporou uma atividade exigente numa fase em que muita gente já supõe ser tarde para começar. Isso não significa que a mesma modalidade seja adequada a qualquer pessoa da mesma idade.

Quando o recorde foi confirmado?

Em 20 de agosto de 2025, o Guinness verificou Rick praticando kitesurfe em Cabarete com 87 anos e 20 dias. A entidade divulgou sua história em janeiro de 2026. A diferença entre data da realização e publicação evita criar uma conquista em ano errado. O título é específico: praticante masculino mais velho reconhecido naquela categoria e sob os critérios de verificação usados. A família aparece em imagens compartilhando a água, mas o recorde foi verificado individualmente. Os dois fatos não devem ser fundidos numa suposta categoria oficial de três gerações, que o Guinness não declarou. A conexão familiar tem valor próprio: uma escolha iniciada por Rick abriu assunto e tempo em comum com Kenneth e Kinley, independentemente de qualquer certificado ou comparação com outras famílias.

O registro da idade e do local fornece um ponto de checagem para números que circulam em manchetes. Ele não mede velocidade, distância percorrida nem habilidade comparada à de outros praticantes. O dado comprovado é a idade em uma prática documentada.

Rick Brackins começou a aprender a modalidade durante viagem aos 67.
Rick Brackins começou a aprender a modalidade durante viagem aos 67.Imagem gerada por inteligência artificial

Quem entrou na água com ele?

Seu filho Kenneth também pratica kitesurfe, assim como a neta Kinley. Os três já compartilharam a atividade, formando uma experiência entre gerações. Rick tem quatro netos e quatro bisnetos. A imagem de familiares sobre a água acrescenta uma dimensão que nenhum recorde descreve: uma habilidade aprendida depois dos 60 tornou-se parte das conversas e dos encontros da família.

Kenneth relatou a surpresa das pessoas ao ver o pai praticando. Isso pode incentivar alguém a investigar novas atividades, mas não comprova que o kitesurfe seja seguro sem aulas ou avaliação. O vento muda, a água traz obstáculos e o equipamento requer técnica. A experiência de Rick inclui muitos anos de prática, não uma improvisação em uma tarde qualquer.

Como é sua rotina fora da prancha?

Rick trabalhou no setor imobiliário comercial e depois passou a administrar um bar e restaurante em Tampa, na Flórida. Também gosta de mergulho e pesca submarina. Essas informações mostram interesses variados, mas não permitem atribuir sua capacidade a uma dieta, medicamento ou método de treinamento específico. Não há evidência para transformar a biografia em receita de longevidade. O reconhecimento foi divulgado meses depois da verificação. Essa espera é comum em processos de recordes, nos quais documentação e critérios precisam ser examinados. Para a narrativa, o instante decisivo permanece a prática na água em agosto de 2025, não o dia em que a notícia apareceu em janeiro do ano seguinte.

O interesse em atividades físicas na maturidade pode inspirar escolhas pessoais. O passo útil é procurar uma modalidade adequada à condição de saúde e aprender com profissionais quando há risco técnico. O recorde de Rick demonstra uma possibilidade individual, sem apagar diferenças entre corpos e trajetórias.

O que mudou desde a viagem de 2006?

Uma tentativa em férias virou parte estável da vida de Rick. Ao longo dos anos, ele acumulou experiência para lidar com a pipa e a prancha, e compartilhou o interesse com duas gerações seguintes. O título aos 87 documentou essa continuidade. Seu valor narrativo está na sequência de escolhas, muito mais longa que o momento da verificação.

Na praia, a surpresa das pessoas talvez dure apenas até que a pipa se levante. Para a família, o movimento já faz parte de uma história iniciada quase vinte anos antes. Rick não venceu a idade como se ela fosse um adversário; continuou praticando algo que aprendeu mais tarde do que muitos imaginariam possível.