Viver a arte é fundamental, com ou sem confinamento

Através da experimentação com o corpo, alunos da Escola Concept de Ribeirão Preto mergulharam em tintas e viraram arte

Por: Pamela Lacerda

No último festival de 2020, os alunos do primeiro ano da escola Concept, apresentaram um projeto que exploraram a arte e viraram arte. Através da experimentação com o corpo, eles mergulharam em tintas em uma atividade que despertou sentimentos como alegria, euforia e tristeza, e viraram arte através das fotos de Hugo Santarem Rodrigues, fotografo premiado internacionalmente. O projeto encaixou perfeitamente neste momento em que vivemos.

Algo tão presente no cotidiano escolar está sendo cada vez mais valorizado por nós em dias de confinamento e podemos perceber a presença da arte constantemente em nossas vidas, seja ela através de séries, filmes, músicas ou até mesmo através de passeios virtuais em museus.

Para responder a uma das perguntas do projeto “O que podemos ver através dos olhos de um artista?” foram convidadas as artistas plásticas Naira Pennacchi e Rosângela Lorenzato que compartilharam sobre o ser artista e os sentimentos envolvidos na produção de uma obra de arte, além de desenvolver atividades com as crianças em argila, inspiradas pelo artista Bassano Vaccarini, e pintura de auto retratos em telas, estes inspirados por Van Gogh, no qual as crianças apreciaram suas obras virtualmente e conheceram sua biografia.


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O que você sente olhando para o amarelo? Azul? E para o vermelho? O que as cores transmitem também ajudam no nosso bem estar e nos fazem sentir mais alegres, tristes ou calmos, a consultora de moda e estilo Eugênia Bologna também conversou com as crianças sobre isso em uma roda cheia de risadas e descobertas.

Através da artista Tarsila do Amaral as crianças recriaram as obras “Operários” e a obra interativa “A Ccuca”, que eles estudaram dimensões 3D. A literatura não foi deixada de lado, conversaram sobre o livro de Renata Bueno “O que é liberdade?” e escreveram poemas baseados nesta obra.

E a música tão presente todos os dias, foi vivenciada em comunidade com os colegas de outros anos, quando tocaram “Primavera”, de Vivaldi, para toda a escola.

Os alunos também organizaram uma obra interativa inspirada na artista Heather Hansen, que utiliza movimentos do corpo para fazer arte, e de maneira muito simples, com bolas, papéis colados no chão e giz de cera foram capazes de criar obras coloridas e divertidas, e essa é nossa sugestão, que tal trazer um pouco mais de arte para esse dias? Use bolas, papel, giz de cera, escute uma música e divirta-se.

Pamela Lacerda é professora bilíngue do primeiro ano, da Escola Concept de Ribeirão Preto (SP)

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