Aos 60 anos, é aconselhável treinar o gesto de levantar a ponta do pé, ao lado de uma cadeira, levante a parte dianteira dos pés o máximo possível e desça devagar

Durante a caminhada, o pé precisa sair do chão com espaço suficiente para que os dedos não raspem na superfície.

Levantar a ponta dos pés mantendo os calcanhares apoiados parece um movimento pequeno, mas trabalha músculos importantes para caminhar com segurança. O exercício fortalece principalmente a região anterior da perna, responsável pela dorsiflexão do tornozelo, ou seja, por elevar o antepé durante cada passada. Depois dos 60 anos, manter essa capacidade ajuda a reduzir o risco de arrastar os pés e favorece uma marcha mais estável.

Não existe um número obrigatório para todas as pessoas.
Não existe um número obrigatório para todas as pessoas.Imagem gerada por inteligência artificial

Por que levantar a ponta do pé é importante para caminhar melhor?

Durante a caminhada, o pé precisa sair do chão com espaço suficiente para que os dedos não raspem na superfície. Esse movimento depende, entre outros fatores, da força dos músculos dorsiflexores, especialmente o tibial anterior.

Quando essa musculatura enfraquece, a passada pode ficar mais baixa e o risco de tropeçar aumenta, principalmente em pisos irregulares, degraus e mudanças de nível. Fortalecer essa região também ajuda no controle do tornozelo e na estabilidade durante a fase em que o peso passa de uma perna para a outra.

Como fazer o exercício ao lado de uma cadeira?

Fique em pé ao lado ou atrás de uma cadeira firme e use o encosto apenas como apoio leve. Mantenha os calcanhares no chão e eleve a parte da frente dos dois pés o máximo que conseguir sem perder o equilíbrio. Depois, desça lentamente até os dedos voltarem ao piso.

Uma execução simples pode seguir estes passos:

  • mantenha os pés paralelos e afastados aproximadamente na largura dos quadris;
  • deixe os joelhos destravados, sem rigidez excessiva;
  • eleve os dedos e a parte dianteira dos pés;
  • segure por um instante no ponto mais alto;
  • desça devagar, controlando o movimento.

Quantas repetições fazer e como progredir?

Não existe um número obrigatório para todas as pessoas. Uma boa referência inicial é fazer poucas repetições com controle, interrompendo antes que a técnica se deteriore. Se 8 a 10 movimentos forem confortáveis, pode-se aumentar gradualmente até séries maiores.

Depois, a progressão pode acontecer de outras formas:

  • reduzir o apoio das mãos na cadeira;
  • aumentar o tempo de descida;
  • fazer mais repetições;
  • alternar um pé de cada vez quando houver estabilidade suficiente;
  • incluir o exercício duas ou três vezes por semana dentro de uma rotina mais ampla.

    Não existe um número obrigatório para todas as pessoas.
    Não existe um número obrigatório para todas as pessoas.Imagem gerada por inteligência artificial

Esse exercício ajuda a prevenir quedas sozinho?

Não. Ele trabalha uma parte importante da marcha, mas prevenção de quedas depende de um conjunto maior de capacidades: força de pernas, equilíbrio, visão, mobilidade, sensibilidade dos pés e até efeitos de medicamentos.

O exercício é mais útil quando combinado com movimentos como sentar e levantar da cadeira, elevação de panturrilhas, caminhada regular e exercícios de equilíbrio. Em pessoas com histórico de quedas, fraqueza importante ou dificuldade para caminhar, uma avaliação individual pode ajudar a escolher progressões mais seguras.

O objetivo não é levantar o pé o máximo possível, mas manter controle durante todo o movimento

Treinar a elevação da ponta do pé é uma forma simples de fortalecer músculos que participam diretamente da marcha. Aos 60 anos, esse tipo de exercício pode ajudar a preservar a capacidade de levantar o antepé, controlar o tornozelo e caminhar com mais segurança.

O mais importante é executar devagar, usar a cadeira apenas como apoio e aumentar a dificuldade aos poucos. Se houver dor, formigamento, perda de força repentina ou dificuldade importante para levantar o pé, o exercício deve ser interrompido e a causa precisa ser avaliada antes de continuar.