De 20 a 70 anos: Este é o número de flexões que você deve ser capaz de fazer, dependendo da sua idade
A flexão é prática porque não exige aparelho e mostra como o corpo controla o próprio peso
As flexões são usadas como referência simples de força porque trabalham peito, braços, ombros e abdômen ao mesmo tempo. O número ideal muda com idade, rotina de treino, peso corporal, técnica e histórico de lesões. Por isso, as faixas servem como orientação geral, não como cobrança rígida para todas as pessoas.

Por que as flexões são usadas como teste de condicionamento?
A flexão é prática porque não exige aparelho e mostra como o corpo controla o próprio peso. Quando feita corretamente, ela avalia força de membros superiores, estabilidade do tronco e resistência muscular.
O problema é que muita gente conta repetições sem observar a execução. Uma flexão curta, com quadril caindo ou ombros sobrecarregados, não oferece a mesma referência de uma repetição completa e controlada.
Quantas flexões são esperadas em cada idade?
As faixas abaixo funcionam como uma média aproximada para adultos saudáveis que já conseguem fazer o movimento no chão. Quem está começando pode usar versões inclinadas ou com joelhos apoiados antes de buscar esses números.
- 20 a 29 anos: cerca de 20 a 30 flexões bem feitas indicam boa resistência.
- 30 a 39 anos: entre 15 e 25 repetições costuma ser uma boa meta.
- 40 a 49 anos: de 10 a 20 flexões já mostram bom controle corporal.
- 50 a 59 anos: entre 8 e 15 repetições pode ser uma referência realista.
- 60 a 70 anos: de 5 a 10 flexões, adaptadas se necessário, já representam um bom ponto de partida.
Como fazer a flexão sem sobrecarregar ombros e punhos?
A qualidade do movimento vale mais do que a quantidade. Antes de tentar aumentar repetições, é importante manter o corpo alinhado, descer com controle e empurrar o chão sem travar os ombros.
- Técnica: mantenha cabeça, tronco e quadril em linha reta.
- Apoie as mãos um pouco mais abertas que a largura dos ombros.
- Desça até onde conseguir manter controle, sem despencar o corpo.
- Contraia o abdômen para evitar que a lombar afunde.
- Pare se sentir dor aguda em punhos, ombros, cotovelos ou peito.

A flexão é prática porque não exige aparelho e mostra como o corpo controla o próprio peso. - Imagem gerada por IA
Quando adaptar o exercício é melhor do que insistir?
Adaptar não é sinal de fraqueza. Flexões na parede, em uma bancada firme ou com joelhos apoiados ajudam a construir força com menos carga sobre articulações. Isso é útil para iniciantes, pessoas acima dos 50 anos ou quem voltou a treinar depois de muito tempo parado.
A adaptação também é indicada para quem tem dor nos ombros, punhos sensíveis ou dificuldade para manter o corpo alinhado. O objetivo deve ser progredir com segurança, não cumprir um número a qualquer custo.
Como evoluir com segurança ao longo das semanas?
Uma boa estratégia é treinar duas ou três vezes por semana, deixando ao menos um dia de descanso entre sessões. Comece com poucas repetições bem feitas, aumente aos poucos e registre a evolução sem comparar seu desempenho com o de outras pessoas.
Se houver dor persistente, falta de ar fora do normal, tontura ou histórico de problema cardíaco, a prática deve ser orientada por um profissional. As flexões podem ser um ótimo indicador de força, mas o melhor número é aquele que respeita sua idade, sua técnica e sua condição física atual.