Quais são os dois exercícios que podem ajudar a fortalecer o abdômen depois dos 50?
A ponte começa com a pessoa deitada de costas, joelhos flexionados e pés apoiados no chão.
Depois dos 50, fortalecer o abdômen não precisa significar fazer dezenas de abdominais tradicionais. Dois exercícios simples conseguem trabalhar a zona média do corpo de maneiras diferentes: a ponte, que integra abdômen, quadris e glúteos, e a prancha, que exige estabilidade para manter o tronco alinhado. A proposta é melhorar força e controle corporal sem depender de flexões repetidas do pescoço e da coluna.

Por que a ponte é útil para fortalecer o centro do corpo?
A ponte começa com a pessoa deitada de costas, joelhos flexionados e pés apoiados no chão. A partir daí, o abdômen e os glúteos são contraídos enquanto o quadril sobe até formar uma linha confortável entre ombros, quadris e joelhos.
O exercício é interessante porque não trabalha apenas o abdômen. Ele também exige participação dos glúteos e músculos ao redor da pelve, regiões importantes para estabilidade durante tarefas como levantar da cadeira, caminhar e subir degraus.
Uma execução simples pode seguir estes passos:
- deite de costas com os joelhos dobrados;
- mantenha os pés apoiados aproximadamente na largura dos quadris;
- contraia suavemente abdômen e glúteos;
- eleve o quadril até onde for confortável;
- desça devagar, sem deixar a lombar perder o controle.
Como adaptar a prancha para quem está começando?
A prancha não precisa começar apoiada apenas nos pés. Uma versão mais acessível usa antebraços e joelhos no chão, mantendo cabeça, pescoço e costas alinhados. O objetivo é impedir que o quadril desça demais ou que a região lombar arqueie.
Mesmo sem movimento aparente, os músculos do abdômen, costas e quadris precisam produzir força para sustentar a posição. Estudos de ativação muscular também mostram que diferentes versões de prancha conseguem recrutar de forma relevante músculos abdominais e estabilizadores do tronco.
Quanto tempo é necessário ficar na prancha?
Não existe um tempo obrigatório. Para quem está começando, manter uma posição bem controlada por poucos segundos pode ser mais útil do que tentar permanecer um minuto enquanto o quadril cai e a lombar assume o esforço.
Uma progressão simples pode ser:
- começar com 10 a 15 segundos;
- descansar e repetir algumas vezes;
- aumentar gradualmente quando a posição ficar fácil;
- passar da prancha com joelhos apoiados para versões mais difíceis somente quando houver controle;
- interromper se aparecer dor na lombar, ombros ou pescoço.

A prancha não precisa começar apoiada apenas nos pés.Imagem gerada por inteligência artificial
Esses exercícios queimam gordura abdominal?
Não de forma localizada. Ponte e prancha podem fortalecer os músculos da região central, mas não escolhem de onde o corpo vai retirar gordura. A redução de gordura depende do balanço energético e da rotina como um todo, não de um exercício específico para o abdômen.
O benefício desses movimentos está principalmente em melhorar força, estabilidade e controle corporal. Depois dos 50, isso pode ser mais útil funcionalmente do que buscar apenas a aparência de um abdômen mais marcado.
Ponte e prancha trabalham funções diferentes e se complementam
A ponte e a prancha formam uma combinação simples porque uma enfatiza a integração entre quadris, glúteos e abdômen, enquanto a outra exige resistência para manter o tronco estável. Juntas, oferecem um trabalho mais completo do que repetir apenas flexões do tronco.
Depois dos 50, o mais importante é adaptar dificuldade, duração e amplitude ao condicionamento atual. Pessoas com dor persistente nas costas, osteoporose ou outras condições que limitem o movimento devem ajustar os exercícios com orientação adequada antes de aumentar a intensidade.