Transplantes de medula óssea e coração aumentam no Brasil

Apesar desse aumento, o número de doadores ainda é baixo e não atende a todas as pessoas que aguardam um órgão na fila de transplante

Por: Redação

O Brasil registrou um aumento no número de transplantes de medula óssea e coração no primeiro semestre de 2019 em comparação ao mesmo período em 2018, de acordo com um balanço divulgado nesta sexta-feira, 27, pelo Ministério da Saúde.

Os transplantes de medula óssea aumentaram 26,8%, passando de 1.404 para 1.780. Já os transplantes de coração cresceram 6,3%, passando de 191 para 203. Ambos tipos de transplantes são considerados os mais complexos por conta de aspectos como tempo curto entre retirada e implante do órgão, estrutura necessária nos hospitais e equipes especializadas.

Apesar desse aumento, o número de doadores ainda é baixo e não atende a todas as pessoas que aguardam um órgão na fila de espera de transplante. Atualmente, são 35 mil pessoas no país nessa espera angustiante.

médicos trabalhando em um transplante de coração
Crédito: Vchal/istockOs transplantes de medula óssea aumentaram 26,8% e os de coração cresceram 6,3%

O Ministério da Saúde tem observado aumento dos consentimentos familiares para a doação de órgãos, atribuindo o mesmo ao trabalho voltado a divulgação de informações. O aumento na taxa de autorização, chegando este ano a uma média de 60%, é fruto de uma sociedade mais consciente do seu papel e da importância de seu gesto. Porém, ainda 40% das famílias dos possíveis doadores ainda dizem ‘não’ à doação. Por isso, é importante que os parentes e pessoas próximas saibam da vontade do seu familiar em ser doador.

Como se tornar um doador

Existem dois tipos de doador:

 1 – Doador vivo: pode ser qualquer pessoa que concorde com a doação, desde que não prejudique a sua própria saúde. O doador vivo pode doar um dos rins, parte do fígado, parte da medula óssea ou parte do pulmão. Pela lei, parentes até o quarto grau e cônjuges podem ser doadores. Não parentes, só com autorização judicial.

 2 – Doador falecido:  são pacientes com morte encefálica, geralmente vítimas de catástrofes cerebrais, como traumatismo craniano ou AVC (derrame cerebral). A doação só acontece com o consentimento da família, por isso, é tão importante a pessoa, em vida, expressar esse desejo aos familiares.

Doação de medula óssea em vida

O Transplante de medula óssea é um procedimento rápido, como uma transfusão de sangue, que dura em média 2 horas. Essa nova medula é rica em células chamadas progenitoras, que uma vez na corrente sanguínea, circulam e vão se alojar na medula óssea, onde se desenvolvem.

Para se tornar um doador de medula óssea é necessário:

– Ter entre 18 e 55 anos de idade;
– Estar em bom estado geral de saúde;
– Não ter doença infecciosa ou incapacitante;
– Não apresentar doença neoplásica (câncer), hematológica (do sangue) ou do sistema imunológico;
– Algumas complicações de saúde não são impeditivas para doação, sendo analisado caso a caso.

Onde se inscrever para ser doador de medula óssea:

É possível se cadastrar como doador voluntário de medula óssea nos hemocentros em todos os estados do país (clique aqui para encontrar um hemocentro mais perto de você). Ao se cadastrar, é feita a coleta de uma amostra de sangue para realizar os testes genéticos.

exame de sangue
Crédito: Kukhunthod/istockPara se cadastrar como doador voluntário de medula óssea, basta ir a um hemocentro

As informações genéticas, bem como os dados cadastrais, são enviadas para o registro do Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome).

A partir de então, as informações passam a ser constantemente cruzadas com as de quem precisa de transplante. O voluntário recebe uma carteira de doador, com selo do Redome.

O doador voluntário pode ser chamado em 5, 10 ou 15 anos, dependendo da necessidade de um paciente pela compatibilidade do doador. Por isso, é muito importante manter o cadastro sempre atualizado para que a pessoa seja encontrada.

Saiba mais sobre o passo a passo da doação de medula óssea.

Campanha para doação de órgãos

Todos os anos, no Dia Nacional de Incentivo à Doação de Órgãos, 27 de setembro, o Ministério da Saúde lança uma nova campanha de conscientização sobre a importância da doação de órgãos. Este ano, o slogan da campanha é ‘A Vida Continua. Doe órgãos. Converse com sua família’. As peças trazem histórias reais de famílias que disseram sim para a doação no momento mais difícil de suas vidas.

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