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Prepare-se! Pinacoteca de SP enaltece artistas negros em 2021

Segura 💚! E prepare-se para o que vai rolar em 9 exposições que tomam conta de dois dos mais amados museus da cidade

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A partir de 20 de março de 2021

Segunda - Quarta - Quinta - Sexta - Sábado - Domingo

De quarta a segunda, das 10h às 18h

A programação da Pinacoteca e da Pina Estação para 2021 está imperdível! São nove exposições bem diferentes que o público pode conferir ao longo do ano. Lembre-se de que é necessário reservar o ingresso com antecedência neste link para curtir o rolê com toda a segurança.

Pinacoteca
Crédito: @PinacotecaSP/FacebookPinacoteca te tem uma programação incrível

Quer saber tudo o que vai rolar? A gente te conta! O grande destaque de 2021 é o projeto Enciclopédia Negra, uma parceria da Pinacoteca com a Companhia das Letras, o Instituto Ibirapitanga e o Instituto Soma Cidadania Criativa.

Saca só que bacana: 35 artistas pretos contemporâneos produziram 100 retratos de personalidades negras importantes para a história do Brasil.

Essa exposição envolve obras de Antonio Obá, Arjan Martins, Ayrson Heráclito, Castiel Vitorino, Dalton Paula, Daniel Lima, Desali, Igi Ayedun, Juliana dos Santos, Moisés Patricio, Mônica Ventura, Nadia Taquary, Panmela Castro, Paulo Nazareth, Rebeca Carapiá, Renata Felinto, Rodrigo Bueno, Sônia Gomes, Tiago Sant’Ana e muitos outros nomes.

Panmela Castro
Crédito: @redenami/ FacebookPanmela Castro se destaca por suas obras feministas

E, depois da mostra, esses retratos circulam por outros espaços culturais. Se interessou? Então, pode anotar na agenda: a exposição fica em cartaz entre 11 de abril e 11 de outubro de 2021 na Pinacoteca.

O legal é que a iniciativa também envolve a publicação de um livro com 300 verbetes sobre essas personalidades negras, tudo organizado por Flávio Gomes, Jaime Lauriano e Lilia Schwarcz.

Outra atração é a exposição “A Máquina do Mundo”, com título inspirado em um poema de Carlos Drummond de Andrade  e curadoria de José Augusto Ribeiro. A mostra aborda a relação entre arte e atividade industrial.

O público encontra obras que retratam a arquitetura, o maquinário das fábricas, a produção em série, o trabalho do operário, os padrões, os modelos e as logomarcas dos objetos da indústria.

Foram escolhidos trabalhos de diferentes linguagens. Tem pinturas de Tarsila do Amaral, imagens feitas pelo fotógrafo alemão Hans Gunter Flieg em indústrias brasileiras entre 1940 e 1980 e filmes que documentam a vida dos trabalhadores fabris em São Paulo no início da década de 80, como “ABC da Greve”, de Leon Hirszsman, e “Chapeleiros”, de Adrian Cooper. Fica em cartaz entre 23 de outubro de 2021 e 7 de fevereiro de 2022.

ABC da greve, Pinacoteca 2021, exposição
Crédito: Reprodução“ABC da Greve” mostra o movimento grevista de 1978, quando 150 mil metalúrgicos do ABC fizeram um protesto em plena ditadura militar

A ficção científica também tem vez na Pinacoteca com a exposição “Ninguém Teria Acreditado”, em cartaz entre 13 de novembro e 11 de abril de 2022.

Quatro artistas contemporâneos tiveram a missão de repensar os legados do escritor H.G. Wells (1866-1946), responsável pelos memoráveis “A Máquina do Tempo”, “O Homem Invisível” e “A Guerra dos Mundos”,  e do ilustrador Henrique Alvim Corrêa (1876-1910), que criou um repertório de criaturas, máquinas e paisagens provocadoras para refletir sobre o desenvolvimento tecnológico.

Henrique Alvim Corrêa, Pinacoteca 2021
Crédito: Henrique Alvim CorrêaCorrêa ilustrou uma edição de luxo de “A Guerra dos Mundos” em 1906

Instalações no Octógono da Pinacoteca

Mas o ano de novidades começa mesmo com o projeto site-specific de André Komatsu para o Espaço Octógono, disponível para visitas entre 20 de março e 16 de agosto de 2021. A instalação, ainda sem título, é composta por 53 hastes de 4 metros de altura, fincadas no chão em um gride ortogonal.

Hoje o octógono da Pinacoteca está ocupado com essa instalação incrível d’OSGEMEOS:

A ideia do trabalho é refletir sobre liberdade e controle, possibilidade e restrição. Por isso, em cada haste estão fincados elementos como livros, porções de terra, água e revestimento em folhas de ouro, simbolizando bens que, embora devessem ser garantidos enquanto direitos básicos, permanecem inacessíveis para grande parte da população.

Entre 18 de setembro e 7 de fevereiro de 2022, quem ocupa o Octógono é a peça “O condensador de futuros “, de Lais Myrrha. A obra foi construída a partir da redução da cúpula do Senado Federal e vai aparecer como se estivesse “presa” a 1,30m de altura.

A intervenção tem um significado indefinido entre abrigo/esconderijo e armadilha; e o público tem a opção de atravessar ou adentrar o espaço.


#DicaCatraca: sempre lembre de usar a máscara de proteção, andar com álcool em gel e sair de casa somente se necessário! Caso pertença ao grupo de risco ou conviva com alguém que precise de maiores cuidados, evite passeios presenciais. A situação é séria! Vamos nos cuidar para sair desta pandemia o mais rápido possível. Combinado? ❤


 

A partir de 30 de janeiro de 2021

Segunda - Quarta - Quinta - Sexta - Sábado - Domingo

De quarta a segunda, das 10h às 18h

Grátis

E o que esperar da Pina Estação em 2021? A primeira novidade do ano celebra o centenário de nascimento da artista alemã Fayga Ostrower (1920-2001), que foi bem atuante na segunda metade do século 20.

Em “Fayga Ostrower: Imaginação tangível”, o público entra em contato com a vasta produção dela, que envolve gravação, pintura, desenho e ilustração. A exposição fica em cartaz de 30 de janeiro a 31 de maio.

CENTENÁRIO DE FAYGA OSTROWER – 1920 | 2020É com muita emoção que comemoramos, neste ano, o centenário de nascimento de…

Posted by Instituto Fayga Ostrower – Oficial on Thursday, May 28, 2020

José Damasceno também ganha uma individual, chamada de “Moto Contínuo”. A exposição reúne cerca de 70 obras do artista – entre esculturas, fotografias, desenhos e instalações – produzidas ao longo de 30 anos. Fica em cartaz de 13 de março a 26 de julho.

Depois, John Graz (1891-1980) ganha uma super retrospectiva na Pina Estação. O artista tinha uma atuação bastante singular: ao mesmo tempo que expôs pinturas na Semana de Arte Moderna de 1922, ele realizou projetos de decoração de residências, criando móveis, ferragens, luminárias, tapetes, afrescos e até o desenho de piso em jardins.

Por fim, entre 28 de agosto e 7 de março de 2022, é a mineira Rosângela Rennó quem ocupa o museu.  A curadora Ana Maria Maia fez questão de selecionar trabalhos que revelam temas persistentes em quase 30 anos de intensa produção.

Os visitantes têm acesso tanto a obras seminais da artista quanto a projetos inéditos comissionados para a instituição.

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Agência Fática

Em parceria com Agência Fática

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