Cachorro espera na porta de hospital por tutor vítima da covid-19

O dono morreu poucos dias depois de ser internado, mas o animal permaneceu 3 meses no hospital

cachorro
O cachorro era alimentado por funcionários e lojistas do hospital

O cachorro Xiao Bao, que significa “Pequeno Tesouro”, permaneceu por três meses no saguão de um hospital da cidade chinesa de Wuhan aguardando por seu tutor, que faleceu devido à covid-19 cinco dias após ser internado. O animal chegou no local em fevereiro acompanhando o idoso, ainda no pico da pandemia.

Sem saber que seu tutor não retornaria, Xiao permaneceu no hospital e a longa espera não o desanimou nenhum dia sequer. Ele era alimentado por funcionários e lojistas. Tentaram afastar o cão o levando para longe, mas ele sempre voltava. O cachorro ainda fez amizade com o comerciante Wu Cuifen, que o tratava com muito carinho.

No dia 20 de maio, o hospital voltou a funcionar normalmente e muitos pacientes e vistantes reclamaram da presença do cachorro para a direção. Para evitar que o pior ocorresse, enfermeiros pediram à Associação de Proteção a Pequenos Animais de Wuhan, um abrigo da cidade, que levasse o cãozinho para ser adotado.

Confira o final desta história e outras notícias inspiradoras sobre animais na ANDA (Agência de Notícias de Direitos Animais).


#NessaQuarentenaEuVou – Dicas durante o isolamento:


Coronavírus: como cuidar de cachorros e gatos durante isolamento

Cachorros e gatos podem ser infectados ou transmitir o novo coronavírus a humanos? Devo parar de passear com meu bichinho de estimação durante o período de isolamento? Posso ir ao veterinário? Nos últimos dias, foram muitas as dúvidas da população sobre a relação entre a covid-19 e os animais.

Para solucionar essas e outras perguntas, a Catraca Livre consultou o Conselho Federal de Medicina Veterinária e a veterinária Camila Araujo Figueiredo, voluntária da ONG Médicos do Mundo e responsável pela conta no Instagram Veterinando, para responder as principais questões e acabar com as fake news sobre o tema.

Confira abaixo:

Quais os motivos que levam os cães e gatos a pegar o vírus, mas não transmitir?

Camila Araujo Figueiredo: De acordo com os estudos mais recentes realizados em vários países, ainda não há comprovações de que os cães e gatos possam ser infectados com o vírus e muito menos de que são transmissores.

Fato que a medicina veterinária já previa, pois os agentes causadores de coronavírus nesses animais são considerados espécie-específicos, ou seja, cada espécie de vírus possui receptores exclusivos para cada espécie animal. Sendo o vírus da espécie CCoV específico para cães, o vírus FCoV específico para gatos e o vírus da espécie SARS-CoV 2 (causador da covid-19) específico para humanos. Contudo, os animais podem carrear uma carga viral, mesmo que mínima, para diferentes ambientes.

Posso levar meu cachorro para passear na rua ou deve ser isolado também? E para as pessoas diagnosticadas com coronavírus?

Camila Araujo Figueiredo: Por serem possíveis carreadores do vírus pelo ambiente, não é recomendado sair com animais para passeios, respeitando também a orientação de isolamento social, porém, pessoas saudáveis podem realizar passeios de curto período e distância, apenas para atender às necessidades fisiológicas. É importante evitar contato com outros animais e pessoas, buscando lugares menos aglomerados e os horários mais vazios.

Todas as pessoas com sintomas de gripe/resfriado e diagnosticadas com covid-19 devem evitar contato com os animais. A lavagem das mãos é indicada antes e depois do contato com os pets e somente se o contato for realmente necessário. Além de uso recorrente do álcool em gel e máscara.

Se o animal não transmite nem pega a covid-19, por que não posso ficar perto dele se eu estiver com o coronavírus?

Conselho Federal de Medicina Veterinária: Realmente, não há comprovação científica de que o animal transmita a covid-19, mas o tutor infectado, ao espirrar ou tossir, poderá espalhar partículas com vírus na pelagem do animal. Até o momento, não há informações de que o animal em si desenvolva a doença, mas se o pelo estiver contaminado e outra pessoa o tocar, não há garantia de que não haverá transmissão. Nesse momento de incertezas, todo cuidado faz a diferença para evitar o contágio.

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