Carla Zambelli teve informação privilegiada da PF sobre ação contra Witzel

Na manhã desta terça-feira o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), foi alvo de ação da PF

Por: Redação

A deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) recebeu informações privilegiadas sobre a operação da Polícia Federal contra governadores por fraudes em ações contra à covid-19.

Em entrevista ontem à Rádio Gaúcha, a deputada bolsonarista afirmou que a PF estava prestes a deflagrar operações para investigar irregularidades cometidas por governadores durante a pandemia do novo coronavírus.

Crédito: Agência Câmara/ Michel JesusCarla Zambelli antecipou operação da Polícia Federal contra governo do Rio

Embora Carla Zambelli não tenha citados nomes, a revelação da ação levantou a suspeita que a deputada, bem próxima ao presidente Jair Bolsonaro, está tendo acesso a informações de investigações da corporação.


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“A gente deve ter, nos próximos meses, o que a gente vai chamar, talvez, de ‘Covidão’ ou de… não sei qual vai ser o nome que eles vão dar… mas já tem alguns governadores sendo investigados pela Polícia Federal”, disse a deputada bolsonarista.

Na manhã desta terça-feira, 26, agentes da PF realizaram buscas em endereços ligados ao governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), entre eles, o Palácio das Laranjeiras, residência oficial.

A ação faz parte da Operação Placebo, que investiga suspeitas de desvios na Saúde do estado nas ações de combate ao novo coronavírus.

Além do Palácio das Laranjeiras, agentes fizeram buscas no Palácio Guanabara –sede do governo, na casa de Wilson Witzel, no bairro do Grajaú, e no escritório onde trabalha a primeira-dama, a advogada  Helena Witzel.

“Estrume”

Logo após a operação ser desencadeada, a deputada Carla Zambelli foi às redes sociais comentar a ação. “URGENTE: PF NO PALÁCIO DAS LARANJEIRAS, RESIDÊNCIA OFICIAL DE WILSON WITZEL! A Operação Placebo investiga possíveis fraudes nos hospitais de campanha no Rio e foi autorizada pelo STJ!”, escreveu.

A deputada também rebateu as acusações de que recebeu informações privilegiadas. Segundo ela. se “tivesse informações privilegiadas e relações promíscuas com a PF, a operação de hoje seria chamada de “Estrume” e não “Placebo”.