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Varíola do macaco: entenda por que ONU teme por racismo e homofobia

A Organização Mundial da Saúde já alertou que a doença pode ser transmitida "para e por todo mundo"

Por: Redação

Braço da ONU, o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) fez uma denúncia no último domingo, 22 de maio, após uma onda de comentários sobre varíola do macaco com conotações homofóbicas e racistas.

Varíola do macaco: entenda por que ONU teme por racismo e homofobia
Crédito: Reprodução/WikipediaVaríola do macaco: entenda por que ONU teme por racismo e homofobia

Preconceito e desconhecimento sobre varíola do macaco

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma parcela significativa dos cem casos de varíola do macaco são de homens que se relacionam com outros homens: homossexuais e bissexuais. Porém, o UNAIDS reforçou a mensagem de que a doença pode ser transmitida por contato com qualquer pessoa que esteja infectada e assim “pode afetar todos”.

“Esses estigmas e censuras minam a confiança e a capacidade de responder efetivamente uma epidemia como essa”, disse Matthew Kavanagh, vice-diretor do UNAIDS.

A agência da ONU, que tem grande conhecimento e experiência com a AIDS, afirma que esse tipo de retórica pode arruinar os esforços com base em ciência e fatos para combater a doença.

De acordo com o órgão, os ataques racistas ou homofóbicos “criam um ciclo de medo que leva as pessoas a evitar as unidades de saúde, o que limita o alcance dos esforços para identificar casos de infeção”.

O que é a varíola do macaco?

A varíola do macaco é uma infecção viral rara, parente da varíola que foi erradicada em 1980.

De acordo com o sistema público de saúde do Reino Unido (NHS), a doença geralmente dura de duas a quatro semanas e a pessoa se recupera. Os sintomas podem aparecer de cinco a 21 dias após a infecção.

Geralmente, começa com sintomas semelhantes aos da gripe, como dores musculares, de cabeça e calafrios, além de inchaço dos gânglios linfáticos. Depois, a doença progride para uma erupção cutânea que se espalha para o rosto e o corpo.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), casos graves ocorrem mais comumente entre crianças e estão relacionados à extensão da exposição ao vírus, estado de saúde do paciente e natureza das complicações.

As complicações da varíola do macaco podem incluir infecções secundárias, broncopneumonia, sepse, encefalite e infecção da córnea com consequente perda de visão.

Para esta varíola endêmica da África Ocidental, não existe tratamento. Seus sintomas duram entre 14 e 21 dias, deacordo com a OMS, e curam por conta própria.

Vários países ocidentais, incluindo França, Alemanha, Reino Unido, Estados Unidos, Suécia ou Espanha, registaram casos desta doença.

Como é transmitida?

A transmissão acontece quando alguém está em contato próximo com as lesões, fluidos corporais, gotículas respiratórias de  alguém infectado.

Também pode ocorrer a partir da mordida ou arranhão de um animal infectado, ingestão de carne de caça, ou contato direto com roupas de cama ou roupas de pessoas contaminadas.

Por que se chama varíola do macaco?

O vírus da varíola do macaco foi descoberto pela primeira vez em 1958, quando dois surtos de uma doença semelhante à varíola ocorreram em macacos de laboratório mantidos para pesquisa, daí o nome.

Mas os macacos podem não ser os culpados pelos surtos, e o reservatório natural da varíola dos macacos permanece desconhecido, embora a OMS diga que os roedores são os mais prováveis.

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