Vídeo de Anitta fazendo campanha para político do Rio vem à tona

Na gravação, a funkeira aparece em propaganda política de Eduardo Paes (ex-prefeito do Rio), além de atrelar sua imagem a de João Doria (PSDB-SP)

Por: Redação
anitta
Crédito: Reprodução/InstagramAnitta aparece em vídeo fazendo campanha para o ex-prefeito do Rio, Eduardo Paes

A polêmica envolvendo o nome da cantora Anitta e o não posicionamento político da mesma, ganhou um novo capítulo nesta quinta-feira, 20, depois que internautas recuperaram um vídeo em que a funkeira aparece fazendo campanha para o ex-prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes que, na época, era do MDB e atualmente disputa o governo do estado fluminense pelo DEM.

Na gravação de pouco mais de um minuto de duração, que compila momentos diferentes da artista, Anitta aparece, ainda, ao lado do ex-prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), que disputa o governo do estado nas atuais eleições 2018.

Com Eduardo Paes, a artista surge como MC Anitta, nos primórdios de sua inserção no mercado musical, apoiando a candidatura do então postulante à Prefeitura da cidade do Rio de Janeiro.

Referente à peça publicitária de Paes, a funkeira endossa o mote da campanha do político à época: “Somos um Rio”. Nele, a famosa aparece se divertindo ao som da música tocada pró-candidato e diz: “Vem comigo, somos um Rio!”.

Já na de João Dória, Anitta já é Anitta e atrela sua imagem a do então prefeito da capital paulista, que a trata como “amiga”, em pelo menos duas ocasiões.

Veja:

Entenda a polêmica

Nos últimos dias, movimentos LGBTs têm se posicionado contrários à candidatura de Jair Bolsonaro à presidência da República. Conhecido por suas falas homofóbicas e ojeriza à comunidade arco-íris, ativistas e militantes veem no político do PSL uma pessoa intransigente às necessidades do movimento, como a garantia de direitos.

Desde então, os militantes têm cobrado posicionamentos de artistas considerados LGBTs ou simpatizantes da causa, que faturam milhões com o “pink money” para que se manifestem contrários ao deputado.

Diversos famosos que não necessariamente são “divas gays”, como Bruna Marquezine, Sasha, Bruna Linzmeyer [lésbica assumida], Leandra Leal, entre outros, endossaram a campanha “Ele Não”.

anitta bolsonaro
Crédito: Reprodução/TwitterAnitta se recusou a manifestar voto contrário a Jair Bolsonaro

Ao ser cobrada pelos fãs, Anitta manteve-se silente sobre o assunto, até que um hashtag com seu nome chegou ao topo dos assuntos mais comentados no Twitter Brasil na última quarta-feira, 19.

Sentindo-se obrigada a dar qualquer opinião que fosse, a cantora disse, através do stories de sua conta no Instagram, que não tornaria público seu voto e ressaltou que já tem um candidato, mas reserva-se ao direito de não revelá-lo, fazendo uso da premissa de que o voto é secreto.

anitta bolsonaro
Crédito: Reprodução/InstagramApós ser cobrada por fãs, Anitta disse manterá seu voto secreto
Anitta Bolsonaro
Crédito: Reprodução/InstagramApós ser cobrada por fãs, Anitta disse manterá seu voto secreto

Diante do impasse, os fãs de Anitta ressaltaram que eles não pediram para ela tornar pública sua escolha para presidente, ou seja, em quem ela votará nas urnas no próximo dia 07 de outubro. Segundo salientaram, eles pedem para que ela, como uma “diva gay que lucra milhões com o pink money” se posicione contrária apenas a Jair Bolsonaro que, como já foi dito, é famoso por suas intervenções homofóbicas.

fãs anitta bolsonaro
Crédito: Reprodução/TwitterOs fãs de Anitta ressaltaram que não pediram que ela torne público seu voto, apenas se manifestasse contra Bolsonaro, levando em consideração o histórico de homofobia do candidato

Em entrevistas anteriores, Bolsonaro chegou a afirmar que se um pai, ao perceber que o filho tem “tendência” a ser gay, é só dar um “coro” [surra] que ele “se endireita”. Ainda, o deputado também já disse que seria incapaz de amar um filho homossexual, mas que ele jamais teria um filho LGBT porque ele soube “educar” seus herdeiros.

Em seu Twitter, Anitta declarou que “é totalmente incoerente dizer que” ela apoia “a morte à comunidade LGBTQ+ quando eu faço parte dela”. “Estaria apoiando minha própria morte”, afirmou a funkeira, que disse, também, embora sem citar nomes, que não votaria em candidatos “machistas” e “homofóbicos”.

Compartilhe: