Artesãs produzem 60 mil máscaras para motoristas de aplicativo

Confecção de peças é opção de renda para mulheres do Vale do Paraíba que ficaram sem trabalho durante a pandemia

Por: Redação

Artesãs da ONG Orientavida estão produzindo máscaras reutilizáveis como opção de fonte de renda durante a pandemia do novo coronavírus.

Parte da produção foi comprada pela Uber, que está distribuindo aos motoristas parceiros que atuam em São Paulo.

Crédito: Divulgação Máscaras garantem renda extra para artesãs da ONG Orientavida

As máscaras reutilizáveis estão no Centro de Higienização da Uber em São Paulo, onde são distribuídos os kits que também incluem desinfetante à base de amônia para limpeza do veículo e álcool em gel.

A ONG Orientavida, que foca em Potim, no Vale do Paraíba está direcionando todo o seu trabalho para a confecção domiciliar de máscaras de proteção reutilizáveis.

Desde março, as 150 mulheres assistidas pela ONG já produziram 100 mil máscaras para diversas empresas, entre elas a Uber, que já adquiriu 60 mil peças, destinadas à distribuição para seus parceiros -motoristas e entregadores.

“Desde o começo da pandemia estamos estudando e implementando iniciativas que visam a saúde e a segurança de nossos parceiros e usuários”, diz Claudia Woods, diretora-geral da Uber no Brasil.


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Renda extra

A atividade é uma fonte de geração de renda para mulheres que viviam de atividades diretamente impactadas pela pandemia da covid-19 –tanto costureiras que atendiam pequenas fábricas da região quanto trabalhos relacionados ao turismo religioso do Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, que está temporariamente fechado.

A ONG recruta mulheres da região e capacita uma a uma, ensinando técnicas de moldes, costura e higienização para que elas possam confeccionar os produtos diretamente de suas casas.

Crédito: Divulgação Máscaras personalizadas produzidas por artesãs da ONG Orientavida

O modelo de máscara de proteção foi desenvolvido pela própria ONG e atende às exigências de proteção e segurança, com certificado do Icepex.

Cada artesã da Orientavida está obtendo uma renda média de R$ 1,6 mil por mês com a venda das máscaras. Até agora, o projeto já injetou cerca de R$ 200 mil na economia regional.

“Temos a nobre missão de contribuir para a geração de renda das mulheres que vivem em situações de vulnerabilidade. Não podemos nos omitir num momento como este, então toda nossa atenção se concentra em promover atividades de capacitação para que elas possam trabalhar, de forma segura e em suas casas, e ainda contribuir para a proteção da população”, explica José Carlos Carvalho, diretor-executivo da Orientavida.

As máscaras podem ser adquiridas no site da ONG (www.orientavida.org.br) e são vendidas em kits que variam de 10 a 100 unidades de produto.

A ONG Orientavida tem capacidade para atender altas demandas, estampar logos ou personalizar grandes quantidades do produto e por isso disponibiliza um contato de Whatsapp exclusivo para atendimento de empresas: (12) 99681-1999.

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