Luciano Huck abandona a rede Madero

Apresentador era um dos sócios dos restaurantes e anunciou a venda da sua parte

Por: Redação

Luciano Huck anunciou a saída da sociedade da rede de restaurantes Madeiro, de Junior Durski. No início da pandemia, Durski fez declarações polêmicas ao minimizar o efeito do novo coronavírus, dizendo que o Brasil não poderia parar “por conta de 5 mil pessoas que vão morrer”. Isso desgastou a relação dos sócios.

Luciano Huck
Crédito: Reprodução/InstagramNome de Luciano Huck chegou a ser citado na corrida presidencial, mas o apresentador acabou desistindo de concorrer ao pleito

“Luciano Huck, por meio da Joa Investimentos S/A, controlada por ele, comunica que deixa, a partir desta data, de ser acionista do Madero, tendo alienado a totalidade de sua participação societária para o fundador Junior Durski”, informa a nota de desligamento.

O apresentador tem se envolvido cada vez mais com questões políticas, e passou a ser cobrado por isso. Em 2018, ele considerou uma candidatura à presidência da República, que não se concretizou.

Mais de 60 mil mortos

Em março, as previsões de Durski criticavam as medidas tomadas por governadores para deter o avanço da pandemia. “O Brasil não pode parar dessa maneira, o Brasil não tem essa condição. As consequências serão muito maiores do que as pessoas que vão morrer por conta do coronavírus”, afirmou.

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Crédito: Reprodução/InstagramMadero demite 600 funcionários, apesar da promessa de manter quadro

“Eu sei que temos que chorar e vamos chorar pelas pessoas que morreram por conta do coronavírus”, disse o empresário na ocasião.

“Vamos isolar os idosos, aqueles com problemas de saúde, mas não podemos por conta de 5 mil pessoas que vão morrer… eu sei que é grave, que é um problema, mas o que é mais grave no Brasil é que ano passado morreram mais de 57 mil pessoas foram assassinadas no Brasil, mais de 6 mil por desnutrição, 5.400 de tuberculose.”


#NessaQuarentenaEuVou – Dicas durante o isolamento:


No início da pandemia, Durski dispensou 600 pessoas para diminuir o rombo econômico.

Ele disse que, apesar da liberação para reabertura do comércio com distanciamento de 1,5 a 3 metros e uso de máscaras, a população ainda está com medo de sair de casa.